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A Sagrada Prática do Yoga.

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Cakras. Definições e mantras


Muladhara





Muladhara chacra


(Chacra Raiz)

Nome em sânscrito: MULADHARA (“Base e fundamento”; “Suporte”)

Mantra: Lam.

Localização: Base da Espinha.

Cor: Vermelho.

Elemento: Terra.

Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.

Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.

Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.

O primeiro chacra (conhecido como Chacra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.




Svadhisthana





Swadhisthana chacra


(Chacra órgão genital e base da barriga)

Nome em sânscrito: SWADHISTANA (“Morada do Prazer”)

Mantra: Mam.

Localização: Abaixo do umbigo.

Cor: Laranja.

Elemento: Água.

Funções: Força e vitalidade física.

Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.

Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.

O segundo chacra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética.




Manipura





Manipura chacra


(Chacra do umbigo)

Nome em sânscrito: MANIPURA (“Cidade das Jóias”)

Mantra: Ram.

Localização: Zona da barriga.

Cor: Amarelo.

Elemento: Fogo.

Funções: Digestão, emoções e metabolismo.

Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.

Qualidades Positivas:
Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.

Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.

O terceiro chacra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.




Anahata





Anahata chacra


(Chacra cardíaco)

Nome em sânscrito: ANAHATA (“Invicto”; “Inviolado”)

Mantra: Yam.

Localização: Coração.

Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).

Elemento: Ar.

Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.

Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.

Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.

O quarto chacra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.





Visuddha





Visuddha chacra


(Chacra Laríngeo)

Nome em sânscrito: VISHUDDA (“O purificador”)

Mantra: Ham.

Localização: Na garganta.

Cor: Azul claro.

Elemento: Éter.

Funções: Som, vibração, comunicação.

Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.

Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.

O quinto chacra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

Ajña





Ajña chacra


(Chacra Frontal)

Nome em sânscrito: AJÑA (“O Centro de comando”)

Mantra: Om.

Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.

Cor: Azul índigo.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.

Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.

Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão

O sexto chacra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como “terceiro olho” na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.





Sahasrara




Sahasrara padma


(Chacra Coroa)

Nome em sânscrito: SAHASRARA (“O Lótus das mil pétalas”)

Mantra: Aum.

Localização: No topo da cabeça, bem no centro.

Cor: Violeta e Branco.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza o cérebro.

Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.

Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.

O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

 

B.K.S. Iyengar – "the Ultimate Freedom"(doc)

B.K.S. Iyengar no documentário “The Ultimate Freedom”( A liberdade suprema ).

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Krishnamacarya

*** Krishnamacharya (1938). O maior mestre de Yoga Sri Krishnamacharya, o Guru de  B.K.S. Iyengar e Pattabhi Jois, demonstra a asana e pranayama. Gravado em 1938, filme preto e branco. Raridade.

Conheça um pouco a consciência de Krishna

Pequeno documentário, feito por alguns estudantes, ao conhecerem um pouco sobre esta maravilhosa filosofia milenar.

Oº° Respiração Vitoriosa Oº°

U j j a y i    P r a n a y a m a


*Superando seus limites com uma respiração vitoriosa*

Muitos dos nossos limites são impostos pela mente e seus padrões inflexíveis. Estes limites quebram toda harmonia entre a alma, a mente e o corpo. Como resultado, temos um ritmo de vida imensamente insatisfatório devido ao ritmo artificial e acelerado que impomos ao nosso corpo e à mente. Sem que se perceba, criamos todas as condições necessárias para que nossa vida se torne um poço de ansiedade e frustração.

A prática disciplinada do yoga, como é tradicionalmente conhecida – e a importância que é dada à respiração, é o método que foca todas as forças vitais, colocando o praticante em contato com seu ritmo interno. Com o controle da respiração, a mente torna-se calma, possibilitando a percepção real do tempo, dissolvendo as barreiras mentais impostas como externas, mas que na verdade estão dentro da própria mente que observa e apreende o mundo externo, e impossibilita a sintonia com a essência do universo. Como foco mental, compreende-se a total ausência de esforço, algo que ocorre naturalmente com o tempo de prática respiratória. Na prática de yoga não é necessário uso de força, mas de consciência e permanência. A força é apenas um mecanismo que o corpo necessita até que se domine a postura mentalmente e na consciência. O mesmo ocorre com a respiração. Quanto menos esforço e mais consciência, melhor e mais rápido serão os efeitos.

Alimentando-se de Vitalidade

É difícil dissociar entre mente e respiração. Uma define e se define pelo estado ou ritmo da outra. Por isto, em muitas culturas que conhecem a transcendência mística, o espírito e a respiração são vistos como sendo da mesma natureza. De fato, no Vedanta-sutra se apresenta a energia vital como estando relacionada mais com o estado mental que com a alma. Alma (atma)e respiração não são da mesma natureza. A respiração possibilita a permanência da alma dentro do corpo físico, apenas. Mas, a consciência de como ocorre esta ligação da mente com o corpo e com a alma é um tema que nos conduz naturalmente ao autoconhecimento.

Em sânscrito a palavra prana (ar vital) traz os significados de spiritus para o Latin e ruach para o hebráico. No Português a mesma palavra é traduzida como respiração e dá o sentido de espírito e alento vital, graças à tradição judaico-cristã. Por isto se acredita que a respiração de um novo ser que nasce é literalmente o sopro vital do espírito original. De qualquer forma, vida significa respiração, pois ninguém consegue permanecer por mais de alguns poucos minutos sem respirar, embora o corpo consiga permanecer por alguns dias sem se alimentar ou se hidratar. Desse modo, a respiração é a fonte da vida e da vitalidade. A respiração é o espírito se movendo no ritmo do corpo na busca de sua plenitude.

Pelo fato de mente e respiração serem da mesma natureza, a respiração atua como um modelo a ser seguido pela mente. Por outro lado, o estado mental dita condições que a respiração assumirá diante os eventos do dia-dia. Quando a respiração oscila sem um ritmo constante a mente também se torna oscilante, mas quando a respiração permanece estável a mente também se estabiliza num ritmo natural do ser.

Esta estabilidade pode ser facilmente alcançada pela prática de Mahadi-pranayama e Ujjayi-pranayama. Vejamos detalhes sobre Ujjayi-pranayama.

Ujjayi-pranayama

O significado literal desta respiração é “expansão vitoriosa da vitalidade”. Sua ação está diretamene ligada ao movimento do diafragma e sua tonificação. Tente praticar esta pranayama com respiração completa. Este é um dos pranayamas mais utilizados nas atuais práticas de asanas, notando apenas um cuidado mais atento em casos de hipertensão e hipertiroidismo.

Execução:

Sente-se em sukhasana ou numa postura meditativa que seja confortável para você. Preferindo, você pode também permanecer deitado em postura de relaxamento (savasana – postura do corpo imóvel).

Esvazie os pulmões;

Inale e exale lenta e profundamente até dominar bem os limites de seu volume respiratório;

Inale pelas narinas tendo a glote parcialmente fechada – fazendo o ar friccionar-se com o conduto respiratório -, o que produzirá um som doce, uniforme e baixo; pressionando a língua contra a região do palato mole, no céu da boca, limitando a passagem de ar pela glote. Esta leve pressão na passagem de ar produzirá um suave e sonoro ruído que deverá ser macio, para não irritar as cordas vocais.

Coloque mais atenção na garganta e região faríngea, sentindo como se estivesse prestes a engolir o ar inalado.

Inale e exale até seu limite por completo pelas narinas, mantendo a boca fechada e contando o tempo de um a seis;

Inale produzindo um longo som “ssssss”;

Exale mantendo a glote levemente fechada produzindo um suave som “hhhhhhh”;

Faça a inalação e a exalação longa, lenta e consciente.

Repita o ciclo.

Permaneça atento ao processo natural da respiração e sinta o ar inalado pelas narinas sendo transportado pelos canais do sistema respiratório.

Procure concentrar-se apenas no som e na sensação intensa da respiração. Inicialmente respire deste modo por 3 minutos e progressivamente procure chegar a 10 minutos.

Foque sua exalação e observe o seu limite numa exalação completa, tentando expandir mais a cada exalação.

Observe sua mente fluir enquanto está respirando e procure manter-se dominando tais passeios da mente até que ela se estabilize no ritmo da respiração.

Benefícios:

Reduz o muco e o catarro;

Estimula o sistema endócrino;

Benéfico para a tireóide;

Aumenta a temperatura do corpo;

Aumenta a pressão sangüínea;

Indicado para problemas digestivos;

Previne resfriados e tuberculose;

Executado sem retenção é indicado para hipertensos;

Alivia estados depressivos.



A Vida Presente na Respiração

Respiração é o estímulo que alimenta o fogo interno do corpo físico e mantém a vitalidade. A energia vital, prana, é controlada pelas técnicas respiratórias do yoga. No Astanga-yoga, a respiração ujjayi é indicado para intensificar a absorção de prana pelos sistemas internos do corpo e apaziguar a mente. Toda a respiração ocorre nazal, embora seja produzido nesta respiração uma suave sonoridade do ar que passar pressionado na garganta produzindo um som sibilante. Este som ajuda na concentração mental e aquece imensamente os órgãos internos.

Pelo fato da mente estar sempre flutuando em pensamentos e sensações que trazem desejos, o som da respiração facilita a introspecção, trazendo o foco mental para dentro, a partir do som próprio da respiração. Desta concentração interior da mente, teremos alcançando bons resultados de nossa prática de yoga. A respiração é o canal que liga o corpo à mente. Isto justifica a importância das técnicas respiratórias do yoga, os pranayamas, e especificamente este, ujjayi-pranayama.

Bibliografia

IYEMGAR, B.K.S. Light On Pranayama, HaperCollins Publishers, New Delhi, 1986.

DAS, Jayadvaita. Pranayama – Alcançando a Plenitude Através da Respiração, Edição Independente. Rio de Janeiro, 2006.

Postedo por Jayadvaita Das no blog: astangayoga.blogspot.com