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A Sagrada Prática do Yoga.

Blog Ciclo Samsara oferece:
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Cakras. Definições e mantras


Muladhara





Muladhara chacra


(Chacra Raiz)

Nome em sânscrito: MULADHARA (“Base e fundamento”; “Suporte”)

Mantra: Lam.

Localização: Base da Espinha.

Cor: Vermelho.

Elemento: Terra.

Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.

Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.

Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.

O primeiro chacra (conhecido como Chacra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.




Svadhisthana





Swadhisthana chacra


(Chacra órgão genital e base da barriga)

Nome em sânscrito: SWADHISTANA (“Morada do Prazer”)

Mantra: Mam.

Localização: Abaixo do umbigo.

Cor: Laranja.

Elemento: Água.

Funções: Força e vitalidade física.

Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.

Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.

O segundo chacra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética.




Manipura





Manipura chacra


(Chacra do umbigo)

Nome em sânscrito: MANIPURA (“Cidade das Jóias”)

Mantra: Ram.

Localização: Zona da barriga.

Cor: Amarelo.

Elemento: Fogo.

Funções: Digestão, emoções e metabolismo.

Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.

Qualidades Positivas:
Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.

Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.

O terceiro chacra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.




Anahata





Anahata chacra


(Chacra cardíaco)

Nome em sânscrito: ANAHATA (“Invicto”; “Inviolado”)

Mantra: Yam.

Localização: Coração.

Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).

Elemento: Ar.

Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.

Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.

Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.

O quarto chacra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.





Visuddha





Visuddha chacra


(Chacra Laríngeo)

Nome em sânscrito: VISHUDDA (“O purificador”)

Mantra: Ham.

Localização: Na garganta.

Cor: Azul claro.

Elemento: Éter.

Funções: Som, vibração, comunicação.

Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.

Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.

O quinto chacra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

Ajña





Ajña chacra


(Chacra Frontal)

Nome em sânscrito: AJÑA (“O Centro de comando”)

Mantra: Om.

Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.

Cor: Azul índigo.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.

Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.

Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão

O sexto chacra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como “terceiro olho” na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.





Sahasrara




Sahasrara padma


(Chacra Coroa)

Nome em sânscrito: SAHASRARA (“O Lótus das mil pétalas”)

Mantra: Aum.

Localização: No topo da cabeça, bem no centro.

Cor: Violeta e Branco.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza o cérebro.

Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.

Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.

O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

 

Krishnamacarya

*** Krishnamacharya (1938). O maior mestre de Yoga Sri Krishnamacharya, o Guru de  B.K.S. Iyengar e Pattabhi Jois, demonstra a asana e pranayama. Gravado em 1938, filme preto e branco. Raridade.

O que é auto-realização em Yoga?



Auto-realização em Yoga, ou consciência de Krishna, é um caminho holístico, que corretamente seguido traz crescente bem-aventurança e iluminação, rumo ao desenvolvimento de amor puro por Deus.

O caminho segue em três vertentes principais: conhecimento, comportamento e devoção. Para ter sucesso no caminho é necessário que o praticante desenvolva as três vertentes, todos os dias, integrando-as, na medida do possível, em sua forma de viver. O resultado, em termos de elevação da consciência e subseqüente aumento na qualidade de vida e felicidade perene, depende do grau de intensidade com a qual fazemos isso.
Aqui está um quadro que nos dá um esboço dessas três vertentes, valores e conceitos básicos de cada, algumas das práticas principais de cada e dicas. Isso é só uma introdução. O praticante deve ter um guia, um “consultor” espiritual, que explique os detalhes pessoalmente, tire suas dúvidas, lhe mostre onde conseguir mais informações, etc.

Conhecimento

Valores e Conceitos Iluminação, auto-conhecimento, compreensão acerca do sentido da vida, compreensão acerca do Universo, da alma, de Deus, do mundo espiritual, do funcionamento da consciência, compreender todos os fenômenos da Realidade.
Práticas Estudo diário dos livros da consciência de Krishna. Ler e ouvir sobre a vida espiritual, a natureza da realidade e o comportamento piedoso dos textos sagrados da cultura milenar do yoga, da cultura védica. *Como ponto de partida, peça o livro “Ciência Espiritual” que contém um resumo da filosofia da consciência de Krishna.
Dicas Estude os livros do grande santo do Século XX, Swami Prabhupada, que perfeitamente transplantou o conhecimento milenar do yoga e consciência de Krishna para o ocidente, sem distorções. Em especial estude “O Bhagavad-gita Como Ele É”, o “Srimad Bhagavatam” e o “Sri Caitanya Caritamrta”. Estude outros livros da tradição, como o “Yoga Sutra” de Patanjali.
Dedique ao menos 15 minutos por dia para os estudos no início, para depois chegar num mínimo de 30 minutos diários.
Alguns desses livros existem em áudio MP3 – faça uso deles, aproveitando seu tempo no trânsito, na hora do exercício, etc.

Comportamento

Valores e Conceitos Não-violência, limpeza, veracidade, firmeza, paz, autocontrole, equanimidade, castidade, compaixão, desapego, honestidade, humildade, tolerância
Práticas Buscar o comportamento piedoso e viver uma vida pura. Buscar alinhar seu livre arbítrio com a vontade divina. Estar ciente do efeito de seus pensamentos, palavras e atos.
Dicas Gradualmente busque se estabelecer nesses ideais: 1. Siga uma dieta vegetariana sem ovos, buscando alimentos integrais e orgânicos.
2. Tire de sua vida os venenos do álcool, cigarro, drogas, etc.
3. Viva num ambiente limpo, mantenha o corpo limpo e use roupas limpas.
4. Busque o contato com a natureza.
5. Busque manter o corpo saudável.
Questione seus motivos, recusando seus impulsos quando são egoístas e mesquinhos.
Esforça-se sempre para maximizar o bem e minimizar o mal em tudo que pensa, fala e faz.

Devoção

Valores e Conceitos Serviço, amor, entrega, dedicação, abrigo.
Práticas 1. Meditação mântrica (japa)* 2. Comer prasadam*
3. Oração
4. Lembrar
5. Servir
6. Aratik (adoração em altar)*
7. Bhajan*
*Veja o “Manual de Bhakti-yoga”, contido no livro “Ciência Espiritual” para aprender os detalhes dessas práticas acima citadas.
Dicas Tente viver em um estado de devoção, vendo como fazer de seu trabalho e família uma oferenda ao Senhor. Insira no seu dia, sem falta, momentos dedicados às práticas devocionais acima citadas.
Comece com um mínimo de 15 minutos de japa, que equivale a 2 ou 3 voltas por dia.
Almeje ter um mínimo de 90 minutos por dia para tais práticas (não incluindo prasadam) – todos os dias, sem falta.
Os primeiros horários do dia são ideais, mas qualquer horário é bom.







Nunca pense, “ah, isso eu não posso fazer, então esse caminho não é para mim”. O que nos é passado são metas para um progresso firme na vida espiritual. Se conseguirmos apenas seguir 1% do que é recomendado, ótimo – melhor do que 0%. Se conseguir 10%, melhor ainda. E, é claro, se conseguir 100% depois de algum tempo, perfeito. Por exemplo, uma das metas do aspecto de comportamento é o cultivo de não-violência, o que, entre outras coisas, implica em seguir uma dieta vegetariana. Ninguém deve pensar que, “ah, não tem jeito, eu não dou conta de ser vegetariano, portanto vou desistir do caminho”. Pode ir aos poucos. Cortar a carne vermelha primeiro, a mais danosa do ponto de vista de saúde pessoal, saúde planetária e fechamento da consciência. Depois porco. Uns tempos depois, frango. E assim por diante, até cortar com o ovo. Eu levei quase um ano nesse processo. Mas conheço pessoas que fizeram da noite para o dia. Outros levam cinco anos ou mais. Cada um tem seu ritmo, suas circunstâncias específicas.
O ponto é não se assustar e desistir das metas, nem tampouco se acomodar e não se esforçar rumo à transformação. O caminho do yoga é descrito no Yoga Sutra como tendo que ser, “nem duro demais, nem confortável demais”. O resultado de se esforçar nessas práticas será sublime, experimente!


Retirado de http://giridhari.com.br

Todo o poder da Yoga



A técnica ganha o respeito da medicina e é usada para ajudar no tratamento de câncer, obesidade, dor crônica e doenças cardíacas, respiratórias e psiquiátricas





Assista ao vídeo e saiba o que pensam dois especialistas em terapias complementares :
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Nesta semana, o mundo acompanha, como de costume, as novidades divulgadas durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, conhecido como Asco, o maior e mais importante encontro mundial sobre câncer. Neste ano, entre os destaques mostrados no centro de convenções, em Chicago, um, especialmente, chama a atenção não só pela importância de seus resultados como também pelo simbolismo que carrega. Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center – uma das principais instituições do planeta para o tratamento da doença – apresentarão um trabalho no qual relatam como a ioga ajuda a tratar o câncer.

No estudo, realizado com portadoras de tumor de mama submetidas a sessões de radioterapia, ficou comprovado que o método, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônio liberado em situações de estresse), melhora o funcionamento do corpo em geral. Entre outros ganhos, as participantes demonstraram maior capacidade de execução de tarefas cotidianas, mas difíceis de ser efetuadas por causa da doença, como subir escadas ou dar uma volta no quarteirão. Também sentiram menos cansaço, dormiam melhor e ainda encontraram uma forma menos doída de lidar com seu drama particular. “Elas dão mais foco à espiritualidade, na conexão consigo mesmas e com as outras pessoas”, disse à ISTOÉ Lorenzo Cohen, diretor do Programa de Medicina Integrativa do MD Anderson e responsável pela pesquisa. “Dessa maneira, fica mais fácil perceber o que realmente precisam e como alcançar essa meta.”
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HOSPITAL
Na Clínica Mayo (EUA), há aulas para pacientes 
com insuficiência cardíaca e doenças respiratórias
A apresentação de uma pesquisa sobre ioga em um evento mundial no qual a tônica, historicamente, sempre foi a divulgação de novidades que giram em torno da medicina tradicional – novos remédios ou aparelhos, por exemplo – é emblemática. O fato é a evidência mais concreta de que a medicina ocidental está incluindo a ioga na sua lista de recursos contra as doenças. Criada há cerca de cinco mil anos no lugar onde hoje é a Índia, a ioga é uma filosofia de vida (leia mais no quadro à pág. 107). Seu princípio fundamental é o de facilitar a conexão do corpo com a mente, entendidos como uma coisa única, indissociável. Não é por outra razão que, em sânscrito, a língua usada em rituais do hinduísmo, a palavra ioga remete ao significado de atrelar. Para que isso seja possível, ela se apoia em recursos como a meditação, a respiração profunda e a execução dos ásanas, posturas corporais inspiradas em animais ou em outras referências da natureza.

Depois de desembarcar no Ocidente como mais uma excentricidade do Oriente, a prática hoje ganhou o respeito da ciência e recebeu o direito de entrar pela porta da frente em alguns dos mais renomados serviços de saúde do planeta. O método figura entre as terapias complementares disponíveis no MD Anderson, no Massachusetts General Hospital, em Boston, e no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, por exemplo.
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PRÁTICA
Adepto, o cientista Krystal estuda 
como o método ajuda a emagrecer

Na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde, localizado também nos EUA, ela é ofertada a portadores de doenças diversas. O pneumologista Roberto Benzo, por exemplo, a aplica no tratamento de insuficiência cardíaca (o coração perde a capacidade de bombear o sangue para o corpo) e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mal caracterizado pela destruição progressiva dos alvéolos pulmonares. “Os principais benefícios são a redução da dificuldade respiratória e a melhora do condicionamento físico”, explicou Benzo à ISTOÉ.

No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais importantes da rede privada do País, prepara-se para oferecer a prática como mais uma opção de seu departamento de terapias complementares. No Hospital A. C. Camargo, também na capital paulista e especializado no atendimento a pacientes com câncer, aulas de ioga começaram a ser adotadas recentemente. “Elas ocorrem uma vez por semana”, informa a professora Aline Chrispan. “As participantes controlam melhor a ansiedade que aparece durante o tratamento.”

O mesmo movimento de incorporação da ioga pela medicina vem sendo registrado nos consultórios. “Indico para alguns pacientes, como os portadores de artrose”, diz o médico Mário Sérgio Rossi, coordenador do comitê de terapias complementares do Hospital Albert Einstein. “A prática ajuda na lubrificação das articulações, sem causar traumatismo”, diz. Doença inflamatória crônica, a artrose se caracteriza pela ocorrência de dor e deformações nas articulações. Por isso, além dos remédios específicos, é importante que os pacientes mantenham a funcionalidade das articulações por meio de exercícios corretos, que não agridam ainda mais essas estruturas. Por isso a ioga, com seus movimentos suaves e alongados, é uma boa opção.
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APOIO
O médico Rossi (à esq.) indica para tratar artrose. 
À dir. aulas no Hospital A. C. Camargo (SP)
Na clínica do dentista Fausto Ito, especialista em apneia do sono e ronco, do Rio de Janeiro, os pacientes são orientados a praticá-la, de preferência, em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação. “A ausência da luz ajuda na produção da melatonina, um indutor natural do sono”, explica. “Os efeitos da ioga são potencializados e o resultado é a melhora na qualidade do sono.”

Uma pesquisa que acaba de ser publicada no Archives of Internal Medicine dá uma ideia da importância que a terapia vem ganhando. De acordo com o trabalho, 30% dos americanos fazem uso do método, assim como de outros do gênero, como acupuntura e meditação. E um em cada 30 pacientes recebeu a recomendação da prática de seus próprios médicos. “Há boas evidências da eficácia dessas técnicas, mas não esperávamos que o índice de aceitação pelos médicos fosse tão alto”, afirmou Aditi Nerurkar, da Harvard Medical School (EUA), autor do levantamento. 

Ao mesmo tempo que sua indicação se consolida, proliferam pelos centros de pesquisas estudos para investigar o alcance de seus benefícios. Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atestaram o efeito do método contra a hipertensão após a realização de um trabalho que acompanhou executivos com o perfil clássico desses profissionais: estressados, ansiosos e com pressão fora de controle. “Após oito meses, houve mudanças no estilo de vida e resgate da saúde”, contou o médico Fernando Bignardi. “E deixaram de ser hipertensos.”

Nos EUA, na Boston University School of Medicine, verificou-se que a ioga apresenta resultados mais eficazes no controle de distúrbios de humor, depressão e ansiedade em comparação a outros exercícios, como a caminhada. “Em exames posteriores à realização dos exercícios, os participantes exibiam taxas mais elevadas do Gaba, uma substância cerebral cujo nível, se estiver baixo, está associado a desequilíbrios de ordem emocional”, disse à ISTOÉ Chris Streeter, professora de psiquiatria e coordenadora do trabalho.

Essa característica – a de ajudar a lidar com os sentimentos – também está fazendo da ioga uma aliada contra a obesidade. É verdade que a própria execução dos exercícios já auxilia na queima de calorias. No entanto, a ciência está constatando que o impacto é mais profundo. Um claro indicativo foi registrado em uma pesquisa da Fred Hutchinson Cancer Research Center (EUA). Os cientistas acompanharam as respostas de mulheres que estavam magras ou com sobrepeso. “Em dez anos, as praticantes ganharam menos peso do que aquelas que não faziam ioga”, explicou à ISTOÉ Alan Krystal, responsável pela pesquisa. “E isso ocorreu independentemente do nível de atividade física e dos padrões de alimentação de cada uma”, disse. Na avaliação do cientista, o que está por trás do resultado é a consciência, despertada pela ioga, do tamanho real do apetite. O método ajuda o indivíduo a perceber por que está comendo e a parar quando satisfeito.

De fato, quando usada em doenças permeadas por forte conteúdo emocional – caso da obesidade –, a ioga manifesta uma particular eficácia. Pacientes com fibromialgia, por exemplo, estão entre os mais beneficiados. A enfermidade manifesta-se pela ocorrência de dor crônica e generalizada pelo corpo. Com o passar do tempo, torna-se um inferno na vida do portador. Debilitado pela dor constante, aos poucos ele se isola, deprime-se.

Uma iniciativa da Oregon Health & Science University (EUA) revelou como o método pode ajudar. Foram recrutadas 53 mulheres com fibromialgia. As voluntárias foram avaliadas depois de ser submetidas a um programa de ioga desenhado para suas necessidades – contemplando mais fortemente aspectos como dor, fadiga, problemas com o sono e dificuldades emocionais acarretadas pela doença. Todos os pontos apresentaram melhora. Um deles chamou a atenção. “Elas ficaram mais dispostas para a vida, apesar do sofrimento”, disse James Carson, coordenador do trabalho. “E aprenderam a não dar tanto espaço a tendências ruins, como a de supervalorizar a dor.”
Na opinião de Marcos Rojo, professor e pesquisador da técnica na Universidade de São Paulo, uma das explicações para modificações como essa é justamente o estabelecimento da conexão mente-corpo perseguida pela ioga. “Ela trabalha mecanismos que têm alguma relação um com o outro. Por exemplo, se você passa por um período de muita ansiedade, pode ter alterações no sistema digestivo ou cardiorrespiratório”, diz. “Um dos objetivos da ioga é fazer o caminho inverso: trabalhar o corpo para interferir nas emoções”, afirma.

É sabido que a atuação também se dá no nível físico propriamente dito. Um exemplo é o que proporciona no caso da dor. “Quando a pessoa sente o sintoma, se contrai. Com a ioga, aprende a relaxar profundamente”, explica Luciana Brandão, do Estúdio Ioga na Cidade, de São Paulo, e pós-graduanda na Unifesp em terapias complementares. “O sangue circula mais, ajudando a reduzir a sensação”, complementa. 

No caso das doenças respiratórias, o efeito produzido pelos exercícios de respiração aumenta a eficiência dos músculos que integram o sistema responsável pela oxigenação do organismo. Em uma análise realizada por médicos da Chicago Medical School (EUA), o benefício foi constatado após acompanhamento de 22 pacientes que fizeram aulas de uma hora, três vezes por semana, durante um mês e meio. 

Há dois pontos ainda não completamente esclarecidos no que se refere ao uso terapêutico da ioga. O primeiro diz respeito ao formato das aulas. O segundo, à frequência com que devem ser feitas. Em relação ao tipo de aula, a tendência é criá-las para ser mais específicas. Na Escola Narayana, uma das mais tradicionais de São Paulo, os responsáveis recebem alunos interessados no auxílio que a ioga pode trazer para males distintos. “Desenvolvemos aulas de acordo com a questão de saúde de cada um”, afirma Luzia Rodrigues, coordenadora da escola. Quanto à frequência ideal, restam dúvidas. “Ninguém ainda sabe dizer ao certo”, disse à ISTOÉ Brent Bauer, da Clínica Mayo. O médico orienta seus pacientes a praticar pelo menos 30 minutos todos os dias.
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Pressão sob controle
Foi um caso grave de aneurisma da aorta, há cinco anos, que fez o compositor e guitarrista Yvo Ursini, 33 anos, repensar sua vida e encontrar a ioga. Embora o problema de saúde lhe imponha algumas limitações – como não realizar exercícios que alterem o fluxo sanguíneo para a cabeça –, ele comemora os avanços. “Melhorei muito minha consciência corporal e minha pressão arterial está mais controlada.”
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Postura contra a dor
Durante uma aula de ioga, é preciso capacidade de alongamento e força nos músculos de todo o corpo. Um dos resultados dessa combinação de esforços é o alívio da dor. “Tenho uma alteração na coluna lombar e a ioga me ajuda a aliviar a tensão que causa dor”, conta a administradora na área médica Carla Hellner, 42 anos.
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Alívio depois do câncer
Após a retirada dos seios devido a um câncer, a auxiliar administrativa Adriana Ferreira Lima, 34 anos, encontrou na ioga uma forma de acelerar sua reabilitação. “Faço posturas mais lentas para recuperar a mobilidade do braço e da mão, prejudicados pela cirurgia”, fala. “Comecei há seis meses, mas já sinto que meus movimentos e minha respiração melhoraram.”
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De aluno a professor
Primeiro ele se interessou como aluno. “Procurei a ioga em busca de mais sintonia entre corpo e mente”, conta o professor de educação física Isaías Lemos, 31 anos. Alguns anos depois, contente com os resultados, ele resolveu fazer um curso de especialização. “Acabei trocando a ginástica artística, modalidade da qual era treinador, pela ioga.” Hoje ele dá aula e é referência para os outros professores da modalidade, na academia Bio Ritmo, em São Paulo.
A história da filosofia
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INÍCIO
O deus Shiva teria passado os ensinamentos aos hindus
Uma aura de mistério envolve as origens da ioga. Acredita-se que a filosofia tenha surgido há cerca de cinco mil anos, no território onde atualmente se localiza a Índia. Para os hindus, os ensinamentos foram dados por Shiva – deus da transformação. Durante muitos séculos não houve registro escrito da técnica: os mestres passavam os conhecimentos aos seus discípulos por meio da tradição oral. O primeiro registro data de pouco mais de dois mil anos, com o livro que ficou conhecido como “Yoga Sutra”.

A produção científica em torno do tema é ainda mais recente. Começou na década de 1920, com a criação de um instituto governamental na Índia para pesquisar os efeitos da ioga sobre o corpo. “À época essa iniciativa não foi vista com muita felicidade pelos indianos, pois a eles a tradição bastava, não era necessária a preocupação científica”, diz Marcos Rojo, professor e pesquisador de ioga na Universidade de São Paulo.
Foi, todavia, a busca pelo cientificismo que impulsionou a vinda da prática para o Ocidente. Deste lado do mundo, a ioga ganhou também outros ares, com foco maior na parte física. “A visão original da ioga entende o corpo como um meio para se experimentar sensações importantes para a evolução espiritual”, fala Rojo. A filosofia inclui princípios, como o respeito à natureza, a não violência, o controle dos impulsos e dos sentidos e o desapego de pessoas e objetos. A preocupação com o alinhamento e o tônus muscular – questões relacionadas com a parte física – foram acrescentadas após a ocidentalização da prática.
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Colaborou Rachel Costa

Matéria da revista IstoÉ de Junho/2011

SAGRADA PRÁTICA DO YOGA





..::| Yoga no Templo |::..

Uma grande oportunidade para você iniciar sua prática de Yoga e reviver sua consciência Divina


Melhore sua qualidade de vida cultivando a paz mental e o conhecimento interior. Pratique “Yoga no Templo” com nossos professores. Nestas aulas você poderá desenvolver suas capacidades inatas de equanimidade, equilíbrio e serenidade. As aulas ocorrem na ideal atmosfera de um Templo Vaishnava sob orientação de um instrutor de yoga e monge vaishnava.

Sabendo que Yoga não é apenas um exercício para o corpo, mas um sistema científico de aprimoramento do Ser – em todas as suas dimensões, – esta prática visa conduzir o aluno ao encontro de sua essência, em equilíbrio e ritmo natural. Yoga é uma comunhão, um relacionamento particular com o Ser Supremo; experiência que nos coloca em nossa eterna e real posição constitucional.

*Não há limite de idade.

*Aulas para iniciantes e avançados.

Horários

AULAS

terças e quintas – 20:00 (alunos matriculados)

domingos – 10:30 (aula gratuita)

PLANOS MENSAIS

R$80,00 (2 x por semana)

LOCAL

Espaço Cultural Govinda Rio – Templo Hare Krishna

Estrada da Barra da Tijuca, 2010
(em frente ao Golf Club Itanhangá)

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

(21) 9841-0060

jayadvaita.dasa@gmail.com

Detalhes das Aulas

Além do acompanhamento personalizado dirigido a cada aluno, considerando necessidades pessoais, seguiremos uma didática objetiva de evolução pessoal, psicológica e espiritual. A metodologia das aulas seguem:

Técnicas de Hatha-yoga;
Sequencias de Vinnyasa-krama;
Condução de Bhakti;
Temas de Atma-jñana

As aulas incluirão práticas de:

asanas (posturas)
pranayamas (técnicas de controle da respiração)
dhyana (meditação)
mantras (meditação com vibração mântrica)
yoga-nidra (relaxamento)
swadhistana (estudos)

Instrutor

Jayadvaita Das. Sacerdote. Instrutor de Bhakti e Hatha-yoga, autor dos livros: “Pranayama – Alcançando a Plenitude Através da Respiração”, “Astanga-yoga – Um Tratado sobre a Sublime Filosofia Sankhya”. Jayadvaita pertence à linha monástica Vaishnava Brahma-gaudiya-sampradaya. Discípulo de Sua Santidade Hrdayananda Das Goswami. Ministra cursos, workshop e vivências de Yoga, Meditação e Filosofia Vedanta. Viveu como monge por oito anos no Ashram Vrajabhumi – Balneário Espiritual em Teresópolis, RJ. Especializado em Pranayamas, meditação e Vedanta.


http://astangayoga.blogspot.com

http://yogaculture.com.br/


Oº° Respiração Vitoriosa Oº°

U j j a y i    P r a n a y a m a


*Superando seus limites com uma respiração vitoriosa*

Muitos dos nossos limites são impostos pela mente e seus padrões inflexíveis. Estes limites quebram toda harmonia entre a alma, a mente e o corpo. Como resultado, temos um ritmo de vida imensamente insatisfatório devido ao ritmo artificial e acelerado que impomos ao nosso corpo e à mente. Sem que se perceba, criamos todas as condições necessárias para que nossa vida se torne um poço de ansiedade e frustração.

A prática disciplinada do yoga, como é tradicionalmente conhecida – e a importância que é dada à respiração, é o método que foca todas as forças vitais, colocando o praticante em contato com seu ritmo interno. Com o controle da respiração, a mente torna-se calma, possibilitando a percepção real do tempo, dissolvendo as barreiras mentais impostas como externas, mas que na verdade estão dentro da própria mente que observa e apreende o mundo externo, e impossibilita a sintonia com a essência do universo. Como foco mental, compreende-se a total ausência de esforço, algo que ocorre naturalmente com o tempo de prática respiratória. Na prática de yoga não é necessário uso de força, mas de consciência e permanência. A força é apenas um mecanismo que o corpo necessita até que se domine a postura mentalmente e na consciência. O mesmo ocorre com a respiração. Quanto menos esforço e mais consciência, melhor e mais rápido serão os efeitos.

Alimentando-se de Vitalidade

É difícil dissociar entre mente e respiração. Uma define e se define pelo estado ou ritmo da outra. Por isto, em muitas culturas que conhecem a transcendência mística, o espírito e a respiração são vistos como sendo da mesma natureza. De fato, no Vedanta-sutra se apresenta a energia vital como estando relacionada mais com o estado mental que com a alma. Alma (atma)e respiração não são da mesma natureza. A respiração possibilita a permanência da alma dentro do corpo físico, apenas. Mas, a consciência de como ocorre esta ligação da mente com o corpo e com a alma é um tema que nos conduz naturalmente ao autoconhecimento.

Em sânscrito a palavra prana (ar vital) traz os significados de spiritus para o Latin e ruach para o hebráico. No Português a mesma palavra é traduzida como respiração e dá o sentido de espírito e alento vital, graças à tradição judaico-cristã. Por isto se acredita que a respiração de um novo ser que nasce é literalmente o sopro vital do espírito original. De qualquer forma, vida significa respiração, pois ninguém consegue permanecer por mais de alguns poucos minutos sem respirar, embora o corpo consiga permanecer por alguns dias sem se alimentar ou se hidratar. Desse modo, a respiração é a fonte da vida e da vitalidade. A respiração é o espírito se movendo no ritmo do corpo na busca de sua plenitude.

Pelo fato de mente e respiração serem da mesma natureza, a respiração atua como um modelo a ser seguido pela mente. Por outro lado, o estado mental dita condições que a respiração assumirá diante os eventos do dia-dia. Quando a respiração oscila sem um ritmo constante a mente também se torna oscilante, mas quando a respiração permanece estável a mente também se estabiliza num ritmo natural do ser.

Esta estabilidade pode ser facilmente alcançada pela prática de Mahadi-pranayama e Ujjayi-pranayama. Vejamos detalhes sobre Ujjayi-pranayama.

Ujjayi-pranayama

O significado literal desta respiração é “expansão vitoriosa da vitalidade”. Sua ação está diretamene ligada ao movimento do diafragma e sua tonificação. Tente praticar esta pranayama com respiração completa. Este é um dos pranayamas mais utilizados nas atuais práticas de asanas, notando apenas um cuidado mais atento em casos de hipertensão e hipertiroidismo.

Execução:

Sente-se em sukhasana ou numa postura meditativa que seja confortável para você. Preferindo, você pode também permanecer deitado em postura de relaxamento (savasana – postura do corpo imóvel).

Esvazie os pulmões;

Inale e exale lenta e profundamente até dominar bem os limites de seu volume respiratório;

Inale pelas narinas tendo a glote parcialmente fechada – fazendo o ar friccionar-se com o conduto respiratório -, o que produzirá um som doce, uniforme e baixo; pressionando a língua contra a região do palato mole, no céu da boca, limitando a passagem de ar pela glote. Esta leve pressão na passagem de ar produzirá um suave e sonoro ruído que deverá ser macio, para não irritar as cordas vocais.

Coloque mais atenção na garganta e região faríngea, sentindo como se estivesse prestes a engolir o ar inalado.

Inale e exale até seu limite por completo pelas narinas, mantendo a boca fechada e contando o tempo de um a seis;

Inale produzindo um longo som “ssssss”;

Exale mantendo a glote levemente fechada produzindo um suave som “hhhhhhh”;

Faça a inalação e a exalação longa, lenta e consciente.

Repita o ciclo.

Permaneça atento ao processo natural da respiração e sinta o ar inalado pelas narinas sendo transportado pelos canais do sistema respiratório.

Procure concentrar-se apenas no som e na sensação intensa da respiração. Inicialmente respire deste modo por 3 minutos e progressivamente procure chegar a 10 minutos.

Foque sua exalação e observe o seu limite numa exalação completa, tentando expandir mais a cada exalação.

Observe sua mente fluir enquanto está respirando e procure manter-se dominando tais passeios da mente até que ela se estabilize no ritmo da respiração.

Benefícios:

Reduz o muco e o catarro;

Estimula o sistema endócrino;

Benéfico para a tireóide;

Aumenta a temperatura do corpo;

Aumenta a pressão sangüínea;

Indicado para problemas digestivos;

Previne resfriados e tuberculose;

Executado sem retenção é indicado para hipertensos;

Alivia estados depressivos.



A Vida Presente na Respiração

Respiração é o estímulo que alimenta o fogo interno do corpo físico e mantém a vitalidade. A energia vital, prana, é controlada pelas técnicas respiratórias do yoga. No Astanga-yoga, a respiração ujjayi é indicado para intensificar a absorção de prana pelos sistemas internos do corpo e apaziguar a mente. Toda a respiração ocorre nazal, embora seja produzido nesta respiração uma suave sonoridade do ar que passar pressionado na garganta produzindo um som sibilante. Este som ajuda na concentração mental e aquece imensamente os órgãos internos.

Pelo fato da mente estar sempre flutuando em pensamentos e sensações que trazem desejos, o som da respiração facilita a introspecção, trazendo o foco mental para dentro, a partir do som próprio da respiração. Desta concentração interior da mente, teremos alcançando bons resultados de nossa prática de yoga. A respiração é o canal que liga o corpo à mente. Isto justifica a importância das técnicas respiratórias do yoga, os pranayamas, e especificamente este, ujjayi-pranayama.

Bibliografia

IYEMGAR, B.K.S. Light On Pranayama, HaperCollins Publishers, New Delhi, 1986.

DAS, Jayadvaita. Pranayama – Alcançando a Plenitude Através da Respiração, Edição Independente. Rio de Janeiro, 2006.

Postedo por Jayadvaita Das no blog: astangayoga.blogspot.com