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O Ativista Quântico,de Amit Goswami (doc.)

Há uma revolução em andamento na ciência. Uma verdadeira mudança de paradigma. Você está preparado?

A origem de muitos problemas do mundo moderno está na ideia materialista de que há uma oposição entre espírito e matéria. A boa notícia é que essa aparente contradição se desfaz com o surgimento de um novo modelo científico fundamentado na física quântica.

Em O Ativista Quântico, Amit Goswami, um dos cientistas que protagonizou o filme Quem Somos Nós, desvenda o novo paradigma ao explicar, de forma acessível, os fundamentos da física quântica e o potencial ilimitado da consciência.

O documentário narra também a jornada de transformação pessoal de Goswami, um materialista convicto que, após uma série de questionamentos e revelações, restaurou a ponte entre ciência espiritualidade ao provar cientificamente a existência de Deus.

O filme é, ainda, um convite ao ativismo quântico, a uma nova postura capaz de transformar, simultaneamente, nossa realidade pessoal e nossas instituições sociais. Um verdadeiro comprometimento com o mundo em que vivemos e com a nossa própria felicidade.

Amit Goswami

 

A Sagrada Prática do Yoga.

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Yoga não é o que a maioria pensa que é









Todos os dias, aumenta aos milhares o número de pessoas interes­sadas em praticar yoga e meditação. Infelizmente, uma pessoa que esteja buscando um guia adequado provavelmente encontrará um cortejo desorientador de gurus mágicos e de estilo próprio, e de deuses autoproclamados. Em entrevista cedida à London Times, Srila Prabhupada explica como um buscador sincero pode saber a diferença entre um farsante e um guia espiritual genuíno.

Repórter: Sua Graça, parece que, mais do que nunca, as pessoas estão buscando algum tipo de vida espiritual. Gostaria de saber se o senhor poderia explicar o porquê.


Srila Prabhupada: O desejo de vida espiritual é um anseio abso­lutamente natural. Por sermos almas espirituais, não podemos ser fe­lizes na atmosfera material. Se você tira um peixe da água, ele não pode ser feliz em terra. Analogamente, se não temos consciência espiritual, não podemos ser felizes. Atualmente, muitas pessoas estão a buscar por avanço científico e desenvolvimento econômico, mas elas não são felizes porque essas não são as verdadeiras metas da vida. Muitos jovens estão compreendendo isso, e estão rejeitando a vida materialista e tentando buscar a vida espiritual. Na verdade, essa é a busca correta. A consciência de Krsna é a meta correta da vida. A menos que você adote a consciência de Krsna, não poderá ser feliz. Isto é um fato. Por isso, convidamos todos ao estudo e ao entendimento deste grande movimento.


Repórter: O que francamente me preocupa é que, desde a chegada à Inglaterra, há algum tempo, de um yogi indiano, que foi o pri­meiro “guru” de que se teve notícia, começaram a aparecer, repentinamente, muitos gurus. Algumas vezes, tenho o sentimento de que nem todos eles são tão genuínos como deveriam ser. Seria correto ad­vertir as pessoas que estão pensando em aceitar a vida espiritual que elas devem se precaver de modo a encontrar um guru genuíno para ensiná-las o conhecimento?


Srila Prabhupada: Sim. Evidentemente, buscar um guru é muito bom, mas, se você quiser um guru barato, ou se quiser ser enganado, então encontrará muitos gurus enganadores. Porém, se você for sincero, encontrará um guru sincero. Porque as pessoas querem tudo muito barato, elas são enganadas. Nós pedimos a nossos estudantes que se abstenham do sexo ilícito, do comer de carne, dos jogos de azar e da intoxicação. As pessoas acham que isso é muito difícil – incômodo. Mas se outro indivíduo diz: “Faça qualquer disparate que você queira e simplesmente use este mantra”, então as pessoas gostarão dele. O fato é que as pessoas querem ser enganadas, e, para tanto, os enganadores aparecem. Ninguém quer submeter-se a austeridades, devido a que surgem os enganadores e dizem: “Nada de austeridade. Faça o que quiser. Simplesmente me pague e eu lhe darei um mantra e você se tor­nará Deus dentro de seis meses”. É isso o que está acontecendo. Se você quiser ser enganado dessa maneira, os enganadores virão.

Repórter: O que o senhor diz da pessoa que seriamente quer encontrar a vida espiritual, mas que acaba aceitando o guru errado?

Srila Prabhupada: Se você quer apenas uma educação ordinária, você tem que devotar muitíssimo tempo, esforço e entendimento para isso. De modo semelhante, se você vai aceitar a vida espiritual, você tem que ser sério. Como é possível que, simplesmente através de alguns mantras maravilhosos, alguém possa se tornar Deus dentro de seis meses? Por que as pessoas querem algo assim? Isso significa que elas querem ser enganadas.
 

Repórter: Como pode uma pessoa saber que tem um guru genuíno?

Srila Prabhupada: Algum de meus estudantes pode responder a essa pergunta?

Discípulo: Eu me lembro que uma vez John Lennon perguntou ao senhor: “Como saberei quem é o guru genuíno?”. E o senhor res­pondeu: “Simplesmente encontre aquele que é mais dedicado a Krsna. Este é genuíno”.

Srila Prabhupada: Sim. O guru é representante de Deus, e ele fala sobre Deus, e nada mais. O guru genuíno é aquele que não tem nenhum interesse na vida materialista. Ele quer Deus, e somente Deus. Este é um dos testes de um guru genuíno: brahma-nistham. Ele está absorto na Verdade Absoluta. No Mundaka Upanisad, afirma-se: srotriyam brahma-nistham: “O guru genuíno é bem ver­sado nas escrituras e no conhecimento védico, e é completamente dependente de Brahman”. Ele deve saber o que é Brahman [espírito] e como situar-se em Brahman. Esses sinais são dados na literatura védica. Como eu disse antes, o verdadeiro guru é representante de Deus. Ele representa o Senhor Supremo, assim como o vice-rei re­presenta o rei. O guru verdadeiro não inventará nada. Tudo o que ele diz está de acordo com as escrituras e com os acaryas anteriores. Ele não lhe dará um mantra e dirá que você vai se tornar Deus den­tro de seis meses. Essa não é a missão do guru. A missão do guru é convencer todos a se tornarem devotos de Deus. Essa é a essência da missão do guru verdadeiro. De fato, ele não tem outra coisa a fazer. Quem quer que ele veja, ele diz: “Por favor, torne-se consciente de Deus”. Se, de alguma forma, ele fala em nome de Deus, tentando fazer com que todos se tornem devotos de Deus, ele é um guru genuíno.

Repórter: E o que o senhor me diz do sacerdote cristão?

Srila Prabhupada: Cristão, maometano, hindu – não importa. Se ele apenas fala em nome de Deus, ele é guru. O senhor Jesus Cristo, por exemplo, doutrinava o povo dizendo: “Tentem amar a Deus”. Qualquer um – não importa quem, não importa se é hindu, muçulmano ou cristão – é guru caso convença as pessoas a amarem a Deus. Esse é o teste. O guru nunca diz: “Eu sou Deus”, ou “eu vou transformá-lo em Deus”. O guru verdadeiro diz: “Eu sou servo de Deus e vou transformá-lo em servo de Deus também”. Não importa como o guru esteja vestido. Como Caitanya Mahaprabhu dizia: “Quem quer que possa transmitir conhecimento sobre Krsna é mestre espiritual”. O mestre espiritual genuíno simplesmente tenta fazer com que as pessoas se tornem devotos de Krsna, ou Deus. Ele não tem outro afazer.

Repórter: Mas os gurus ruins…

Srila Prabhupada: E o que é um guru ruim?

Repórter: O guru ruim quer apenas dinheiro e fama.

Srila Prabhupada: Bem, se ele é ruim, como pode se tornar guru? (risos) Como pode o ferro tornar-se ouro? Na verdade, o guru não pode ser ruim, pois se alguém é ruim, não pode ser guru. Você não pode dizer “guru ruim”. Isso é uma contradição. O que você pode fazer é simplesmente tentar entender o que é um guru genuíno. A definição de guru genuíno é que ele fala apenas de Deus. Isso é tudo. Se ele fala de algum disparate, ele não é guru. O guru não pode ser ruim. Não é possível haver um guru ruim, assim como não pode haver um guru vermelho ou um guru branco. Guru significa “guru genuíno”. Tudo o que precisamos sa­ber é que o guru genuíno fala apenas de Deus e tenta fazer com que todos se tornem devotos de Deus. Se ele faz isso, ele é genuíno.

Repórter: Se eu quisesse ser iniciado em sua sociedade, o que precisaria fazer?

Srila Prabhupada: Primeiramente, você teria de abandonar a vida sexual ilícita.

Repórter: Isso inclui todo tipo de vida sexual? O que é sexo ilícito?

Srila Prabhupada: Sexo ilícito é sexo feito fora do matrimônio. Os animais fazem sexo sem restrições, mas, na sociedade humana, há restrições. Em todos os países e em todas as religiões, há al­guma espécie de restrição da vida sexual. Você também teria de abandonar todos os intoxicantes, incluindo chá, cigarros, álcool, maconha – qualquer coisa que intoxique.

Repórter: Mais alguma coisa?

Srila Prabhupada: Você teria também de deixar de comer carne, ovos e peixes. E teria que deixar de jogar também. A menos que você deixasse essas quatro atividades pecaminosas, não poderia ser iniciado.

Repórter: Quantos seguidores o senhor tem em todo o mundo?

Srila Prabhupada: Para algo genuíno, não pode haver muitos seguidores. Para algo imundo, pode haver muitos seguidores. Mesmo assim, temos cerca de cinco mil discípulos iniciados.

Repórter: O movimento da consciência de Krsna está cres­cendo constantemente?

Srila Prabhupada: Sim, está crescendo, mas devagar. Isto porque impomos muitas restrições. As pessoas não gostam de restrições.

Repórter: Onde o senhor tem mais seguidores?

Srila Prabhupada: Nos Estados Unidos, na Europa, na América do Sul e na Austrália. E, evidentemente, na Índia há milhões de pessoas que praticam a consciência de Krsna.

Repórter: O senhor poderia me falar sobre a meta de seu movimento?

Srila Prabhupada: O objetivo deste movimento da consciência de Krsna é despertar a consciência original do homem. No momento atual, nossa consciência está sob designações. Há quem pense: “Eu sou inglês”, e há quem pense: “Eu sou americano”. Na verdade, não pertencemos a nenhuma dessas designações. Somos todos partes integrantes de Deus; essa é a nossa verdadeira identi­dade. Se todos chegassem a essa consciência, todos os problemas do mundo seriam solucionados. Nós, então, saberíamos que so­mos unos, na mesma qualidade de alma espiritual. A mesma quali­dade de alma espiritual está dentro de todos, embora possa estar revestida de formas diferentes. Essa é a explicação dada no Bhagavad-gita.

Na verdade, a consciência de Krsna é um processo purificatório (sarvopadhi-vinirmuktam). Seu propósito é libertar as pessoas de todas as designações (tat-paratvena nirmalam). Quando nossa consciência se purifica de todas as designações, as atividades que executamos com nossos sentidos purificados nos fazem perfeitos. Chegamos, por fim, à perfeição ideal da vida humana. A consciência de Krsna também é um processo muito simples. Não é necessário tornar-se um grande filósofo, cientista ou o que quer que seja. Precisamos apenas cantar o santo nome do Senhor, entendendo que Sua personalidade, Seu nome e Suas qualidades são todos absolutos.

A consciência de Krsna é uma grande ciência. Infelizmente, não há um departamento nas universidades para esta ciência. Por isso, convidamos todos os homens sérios que estejam interessados no bem-estar da sociedade humana a entenderem este grande movi­mento e, se possível, participarem dele e cooperarem conosco. Os problemas do mundo serão resolvidos. Este também é o veredicto do Bhagavad-gita, o mais importante e autorizado livro de conhecimento espiritual. Muitos de vocês já ouviram falar do Bhagavad-gita. Nosso movimento baseia-se nesse livro. Nosso movimento é aprovado por todos os grandes acaryas da Índia. Ramanujacarya, Madhvacarya, o Senhor Caitanya e muitos outros. Todos vocês são representantes de jornais; por isso, peço-lhes que tentem com­preender este movimento tanto quanto possível para o bem de toda a sociedade humana.

Repórter: O senhor acha que o seu movimento é o único cami­nho para se conhecer a Deus?

Srila Prabhupada: Sim.

Repórter: O que lhe dá essa certeza?

Srila Prabhupada: As autoridades e Deus, Krsna. Krsna diz:

sarva-dharman parityajya
mam ekam saranam vraja
aham tvam sarva-papebhyo
moksayisyami ma sucah


“Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Hei de te libertar de todas as reações pecaminosas. Não temas”. (Bhagavad-gita 18.66)

Repórter: “Render-se” significa que o indivíduo teria de deixar sua família?

Srila Prabhupada: Não.

Repórter: Mas suponha que eu estivesse para ser iniciado. Eu não teria de viver no templo?

Srila Prabhupada: Não necessariamente.

Repórter: Eu poderia permanecer em casa?

Srila Prabhupada: Sim, claro.

Repórter: E o trabalho? Eu teria de abandonar o emprego?

Srila Prabhupada: Não, você simplesmente teria de abando­nar seus maus hábitos e cantar o mantra Hare Krsna com estas contas. Isso é tudo.

Repórter: Eu precisaria dar algum apoio financeiro?

Srila Prabhupada: Não, isso é algo voluntário. Se você der, se­rá bom. Se você não der, não fará mal. Não dependemos da contri­buição financeira de ninguém. Dependemos de Krsna.

Repórter: Eu não precisaria dar absolutamente nenhuma contribuição financeira?

Srila Prabhupada: Não.

Repórter: É esse um dos principais pontos que distingue o guru genuíno do guru farsante?

Srila Prabhupada: Sim, o guru genuíno não é um homem de negócios. Ele é o representante de Deus. Tudo o que Deus diz, o guru repete. Ele não fala de outra maneira.

Repórter: Mas o senhor esperaria encontrar um guru verdadeiro, digamos, viajando de Rolls Royce e hospedando-se na suíte de um hotel de primeira classe?

Srila Prabhupada: As pessoas algumas vezes nos oferecem um quarto em um hotel de primeira classe, mas geralmente nós ficamos em nossos próprios templos. Temos mais de cem templos em todo o mundo, de modo que não precisamos ir a nenhum hotel.

Repórter: Eu não estava tentando fazer acusações. Estava ape­nas tentando ilustrar que julgo sua advertência válida. Há muitas pessoas interessadas em encontrar uma vida espiritual, e, ao mesmo tempo, há muitas pessoas interessadas em aproveitar-se do “negócio de guru”.

Srila Prabhupada: Você compartilha da opinião de que vida espiritual signi­fica aceitar voluntariamente a pobreza?

Repórter: Bem, eu não sei.

Srila Prabhupada: Um homem na miséria pode ser um materia­lista, e um homem abastado pode ser muito espiritual. Vida espiri­tual não depende nem de pobreza nem de riqueza. Vida espiritual é algo transcendental. Considere Arjuna, por exemplo. Arjuna era membro de uma família real, mas era um devoto puro de Deus. E, no Bhagavad-gita (4.2), Sri Krsna diz, evam parampara-praptam imam rajarsayo viduh: “Esta ciência suprema foi recebida através da corrente de sucessão discipular, e os reis santos entenderam-na dessa maneira”. No passado, todos os reis que eram santos enten­deram a ciência espiritual. Portanto, a vida espiritual não depende de nossa condição material. Qualquer que seja a condição material de uma pessoa – seja ela um rei ou um indigente –, ela pode entender a vida espiritual. As pessoas, em geral, não sabem o que é vida espiritual, em razão do que elas desnecessariamente nos cri­ticam. Se eu lhe perguntasse o que é vida espiritual, como você responderia?

Repórter: Bem, não estou bem certo.

Srila Prabhupada: Embora você não saiba o que é vida espiri­tual, você ainda diz: “É isto”, ou “é aquilo”. Mas, primeiramente, você deve saber o que é vida espiritual. A vida espiritual começa quando você entende que não é seu corpo. Este é o verda­deiro começo da vida espiritual. Percebendo a diferença entre o seu eu e o seu corpo, você compreende que é uma alma espiritual (aham brahmasmi).

Repórter: O senhor acha que este conhecimento deveria fazer parte da educação de todos?

Srila Prabhupada: Sim. Primeiramente, as pessoas devem aprender o que elas são. Elas são o corpo ou algo além? Este é o começo da educação. Atualmente, todos são educados a pensar que são o corpo. Porque alguém acidentalmente obtém um corpo ame­ricano, ele pensa: “Eu sou americano”. Isto é como pensar: “Eu sou uma camisa vermelha” só porque você está usando uma camisa vermelha. Você não é uma camisa vermelha; você é um ser humano. Analogamente, este corpo é como uma camisa ou um paletó sobre a pessoa verdadeira – a alma espiritual. Se nos reconhece­mos simplesmente por nossa “camisa” ou “paletó” corpóreos, então não temos nenhuma educação espiritual.

Repórter: O senhor acha que essa educação deve ser dada em escolas?

Srila Prabhupada: Sim. Em escolas, faculdades e universi­dades. Há um imenso corpo literário sobre este assunto – um imenso fundo de conhecimento. O que é realmente necessário é que os líde­res da sociedade se prontifiquem a compreender este movimento.

Repórter: Alguma vez o senhor recebeu alguém que anterior­mente tivesse se envolvido com um guru farsante?

Srila Prabhupada: Sim, muitos.

Repórter: A vida espiritual deles foi de alguma forma arruinada pelos gurus farsantes?

Srila Prabhupada: Não, eles estavam genuinamente buscando algo espiritual, e essa era sua qualificação. Deus está dentro do co­ração de todos, e, tão logo alguém O busque genuinamente, Ele ajuda essa pessoa a encontrar um guru genuíno.

Repórter: Alguma vez, os gurus verdadeiros como o senhor ten­taram dar fim aos gurus falsos – isto é, pressioná-los de modo a tirá-los, por assim dizer, do negócio?

Srila Prabhupada: Não, este não é o meu objetivo. Eu comecei este movimento simplesmente cantando Hare Krsna. Em Nova Iorque, eu cantava em um local chamado Tompkins Square Park, e logo as pessoas começaram a vir a mim. Dessa maneira, o movi­mento da consciência de Krsna gradualmente se desenvolveu. Muitos aceitaram e muitos não aceitaram. Aqueles que são afortunados aceitam.

Repórter: Por acaso o senhor não sente que as pessoas são des­confiadas por causa da experiência que tiveram com gurus farsan­tes? Se o senhor fosse a um dentista charlatão e ele lhe quebrasse o dente, talvez o senhor hesitasse ir a outro dentista.

Srila Prabhupada: Sim. Se você foi enganado, você naturalmente fica desconfiado. Contudo, você ter sido enga­nado uma vez não significa que será enganado sempre. Você deve encontrar al­guém que seja genuíno. Mas, para chegar à consciência de Krsna, você tem de ser ou muito afortunado ou bem versado nesta ciên­cia. A partir do Bhagavad-gita (7.3), entendemos que os buscadores genuínos são pouquíssimos, manusyanam sahasresu kascid yatati siddhaye: “Dentre muitos milhões de pessoas, talvez haja uma que es­teja interessada em vida espiritual”. Geralmente, as pessoas estão interessadas em comer, dormir, acasalar-se e defender-se. Como, então, poderíamos esperar encontrar muitos seguidores? Não é di­fícil observar que as pessoas perderam seu interesse espiritual. E quase todos aqueles que estão realmente interessados estão sendo enganados por ditos espiritualistas. Você não pode julgar um mo­vimento simplesmente pelo número de seus seguidores. Se um ho­mem é genuíno, então o movimento é bem-sucedido. Não é uma questão de quantidade, mas de qualidade.

Repórter: Pergunto-me se o senhor teria ideia de quantos têm sido enganados por gurus farsantes.

Srila Prabhupada: Praticamente todos. (risos) Contar está fora de cogitação. Todos.

Repórter: Isso quer dizer milhares de pessoas, não é?

Srila Prabhupada: Milhões. Milhões de pessoas têm sido enga­nadas, porque elas querem ser enganadas. Deus é onisciente. Ele pode entender seus desejos. Ele está dentro de seu coração, e, se você quer ser enganado, Deus lhe envia um enganador.

Repórter: É possível que todos atinjam o estágio de perfeição de que o senhor falou anteriormente?

Srila Prabhupada: Dentro de um segundo. Qualquer um pode alcançar a perfeição dentro de um segundo – contanto que assim o deseje. A dificuldade é que ninguém quer. No Bhagavad-gita (18.66), Krsna diz, sarva-dharman parityajya mam ekam saranam vraja: “Simplesmente rende-te a Mim”. Mas quem se renderá a Deus? Todos dizem: “Oh! Por que eu deveria me render a Deus? Prefiro ser independente”. Se você simplesmente se ren­desse, seria uma questão de segundos. Isso seria tudo. Porém, ninguém quer isso, essa é a dificuldade.

Repórter: Quando o senhor diz que muitas pessoas querem ser enganadas, o senhor quer dizer que muitas pessoas querem conti­nuar com seus prazeres mundanos e, ao mesmo tempo, querem alcançar a vida espiritual cantando um mantra ou segurando uma flor? É isso que o senhor quer dizer com querer ser enganado?

Srila Prabhupada: Sim, é como um paciente pensar: “Continua­rei com minha doença e, ao mesmo tempo, tornar-me-ei saudável”. Isso é contraditório. O primeiro requisito é que recebamos instrução acerca da vida espiritual. Vida espiritual não é algo que pode ser compreendido através de uma conversa de alguns minutos. Há muitos livros de filosofia e teologia, mas as pessoas não estão interessadas neles. Essa é a dificuldade. Por exemplo, o Srimad-Bhagavatam é uma obra muito extensa. Se você tentar ler esse livro, talvez sejam necessários dias inteiros para se entender uma única linha dele. O Bhagavatam descreve Deus, a Verdade Absoluta, mas as pessoas não estão interessadas. E se, por acaso, alguém fica um pouco interessado em vida espiri­tual, ele quer algo imediato e barato. Portanto, ele é enganado. Na verdade, a vida humana é feita para austeridade e penitência. É assim que funciona a civilização védica. Nos tempos védicos, eles treinavam os meninos como brahmacaris; não era permitida a vida sexual até os vinte e cinco anos de idade. Onde podemos encontrar este tipo de educação atualmente? O brahmacari é um estudante que vive uma vida de completo celibato e obedece às ordens de seu guru no gurukula. Agora, as escolas e faculdades estão ensinando sexo desde o começo, e meninos e meninas de doze ou treze anos estão fazendo sexo. Como poderão eles ter vida espiritual? Vida espiritual significa aceitar voluntariamente algumas austeridades de modo a conhecer verdadeiramente Deus. É por isso que insistimos para que nossos estudantes iniciados não façam sexo, não comam carne, não joguem, nem se intoxiquem. Sem essas restrições, qualquer “meditação de yoga” ou dita disciplina espiritual não pode ser genuína – é mera relação comercial entre os enganadores e os enganados.

Repórter: Muito obrigado.

Srila Prabhupada: Hare Krsna.



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