Arquivo mensal: maio 2011

Aparecimento da Virgem de Fátima

 Este Milagre foi diante dos olhos de mais de 30 mil pesoas, é algo surpreendente aos olhos mais céticos. Recomendo que todos assistam.

Este documentário é bastante interessante pra quem questiona à respeito de Deus e Suas Inúmeras Formas de Manifestações.

É também mencionado o cantar ou orar através de contas como o rosário e a Japa-mala:

Vaisnavismo (Hare Krishna)

Devotos iniciados usam um rosário denominado japa-mala, composto de 108 contas feitas da madeira tulasi. Eles comprometem-se a cantar um mínimo de 16 voltas do rosário diariamente, o que corresponde a cantar Hare Krishna 1728 vezes por dia.

Catolicismo

O Rosário Católico: É mais familiar aos ocidentais. O terço normalmete vem com um conjunto de cinco ou quinze agrupamentos de dez contas, com um crucifixo e uma medalha da Virgem Maria. A origem do rosário no Cristianismo vem dos povos do deserto que contavam suas preces passando pequenas pedrinhas de um saquinho para outro. O terço completo de 150 contas foi criado para auxiliar o monge em sua recitação dos 150 Salmos. Os Cristãos mais neófitos o usam para contar as recitações do Pai Nosso e da Ave Maria.

Cristãos Anglicanos

É mais recente, dos anos 80. Possui quatro jogos de sete contas e normalmente trazem uma cruz no lugar do crucifixo.

Cristãos Ortodoxos

Também usam contas de orações(o Chotkit), ou ainda, uma corda de orações feitas de lã, com 33, 50, 100, ou 300 contas.


Budismo

O Mala é um cordão com 108 contas com uma franja. As 108 contas correspondem ao número dos desejos mundanos que um discípulo tem que subjugar. O Mala Hindu, igualmente possui as 108 contas, mais uma, considerada como o “que não se nomeia” e é considerado a forma mais antiga das contas de orações.

Sufismo e Islamismo

O Subha ou o tasbi, como é conhecido o rosário mulçumano, pode ser feito de madeira, madrepérola, metais e pedras preciosas, com ricos significados dentro da astrologia islâmica, contem 99 ou 33 contas.

Umbanda e Camdomblé

 As contas são feitas de pedras ou materiais naturais, e cada pessoa tem o seu rosário particular, condicionado com as cores correspondentes ao nível de desenvolvimento espiritual e à vibração energética. Segundo eles, servem para proteger e manter boas energias.



Como entender a fé?



Como pode a nossa fé crescer desde o interesse inicial à convicção total?


Fé inicial (Sraddha)
Associação com devotos puros (Sadhu Sanga),
Desempenho nas práticas devocionais regulares (Bhajana Kriya),
Liberdade do apego material (Anartha Nivritti) ,
Constância em auto realização(Nista),
Gosto pelas atividades em consciência de Krsna (Ruchi),
Profundo apego à Krsna (asakti),
Extasy espiritual (bhava),
E finalmente Prema (prema), a mais alta perfeição de amor por Deus.


Se devido a algumas atividades corretas (ajata sukriti/serviço devocional inconsciente) que provocam serviço devocional      ( sraddha ou fé inicial), alguém é influenciado pela atitude de serviço e toma abrigo na associação dos devotos puros, ele desenvolve apego por ouvir e cantar. Por desenvolver o cantar e o ouvir, alguém pode avançar mais e mais em serviço devocional regulativo ao Senhor Supremo. Enquanto avançamos, nossas dúvidas sobre o serviço devocional e atração pelo mundo material proporcionalmente diminuem. Por avançar em ouvir e cantar, um devoto torna-se mais firmemente fixo em sua fé e gradualmente sua fé inicial desenvolve um gosto pelo serviço devocional, e esse gosto se desenvolve em apego. Quando o apego se torna puro, se exibem as duas características de Bhava e Rati. Quando Rati aumenta, é chamado de amor por Deus, e amor por Deus é a meta última da vida humana.
TLC – Ch13


Lidando com dúvidas
Como alcançar tal fé? Talvez nós achemos que seja uma fraqueza ser honesto sobre o quanto de fé nós podemos ainda não ter. Mas honestidade é o único recurso para aqueles que estão tentando aumentar a sua fé.
Nós temos que começar com quem nós somos e o que nós podemos aceitar e trabalhar adiante a partir disto. Se nós nos recusamos a sermos honestos, nós vamos desenvolver um tipo de fé oficial, uma fé complacente, uma fé imprudente. Nós não vamos sentir o fervor que nos levará adiante na vida espiritual, mas simplesmente estaremos indo através dos impulsos.
Se nós tivermos qualquer consciência ou auto-conhecimento, nós devemos perguntar, ” Como eu estou recebendo este conhecimento? Ele está me fazendo dormir? Ele está me inspirando? Eu realmente acredito nele? ” A fé inicial que nos trouxe às práticas da consciência de Krsna não devem tornar-se apenas uma lembrança sob o qual nós vivemos.


Estar sem fé é sinal de fraqueza. Prabhupada uma vez foi a um encontro ecumênico com alguns padres.
” Um dos padres perguntou a ele, ” Você nunca teve dúvidas?”
Prabhupada respondeu: “Dúvidas? Claro que não. Como eu posso estar ensinando se eu tenho dúvidas?”
Os padres estavam perturbados com sua resposta; eles queriam que ele admitisse ter dúvidas porque eles tinham dúvidas. Uma pessoa fixa não terá dúvidas. Nós devemos admitir que não somos tão fixos.
Pontos diferentes tornam-se itens de dúvidas para diferentes pessoas. Algumas pessoas deixaram o movimento Hare krsna quando Prabhupada disse que nós não vamos para a lua. Outros podem não ter partido, mas mantiveram-se incapazes de aceitar suas afirmações. Fé é algo que deve ser um teste de habilidade contra a integridade. Às vezes, revelar nossas dúvidas para alguém pode nos ajudar a encontrar este equilíbrio. Faith is something that must be worked out against integrity.
Dúvidas não são úteis para nossa consciência de Krsna. Hayagriva Dasa uma vez escreveu um artigo sobre dúvida que Prabhupada titulou “Dúvida, teu nome é cativeiro”


Fé não é inferior a cultivar conhecimento.
Numa caminhada matinal com alguns devotos, Srila Prabhupada mostrou que isso é verdade:
Discipulo: Então o conhecimento não é necessário para a fé, mas a fé é necessária para o conhecimento.
Srila Prabhupada: Sim. Portanto um devoto sem nenhum conhecimento, ele se torna um devoto. Isto é fé, apenas fé. O devoto avança. Posteriormente, ele torna-se automaticamente cheio de conhecimento porque ele tem uma forte fé.
Mais cedo nesta caminhada, um devoto perguntou à Prabhupada, ” Como uma pessoa em particular manifesta fé e outras não?” Prabhupada respondeu que isto é devido à pureza. Um outro devoto voluntariou-se : ” Oh, o senhor que dizer que vem das atividades passadas e das atividades piedosas?” Prabhupada disse que se nós temos pureza, nós adquirimos mais fé e conhecimento. Nós devemos começar, contudo, com a fé. ” Porque ele é cheio de fé, portanto eu o ajudo a obter conhecimento.”


Discipulo: Fé cega é a crença que…
Srila Prabhupada: Fé cega – Isto eu já expliquei. Por que você esquece? Ele me mostra, “Prabhupada, venha por este caminho.” Então eu não tenho fé. Por que eu devo ir? Se eu não tenho fé, então eu tenho que parar por aqui, e o meu movimento está terminado. Você tem que manter a fé cegamente. O homen está dando a direção. Se ele for perfeito, sua fé o fará avançado, mas se você vai a um patife enganador, se você tem fé cega assim você está perdido. A criança não tem conhecimento, mas ela tem fé nos seus pais, e ela acredita no que seus pais dizem. Então ela está fazendo progresso.
Assim como você vai ao barbeiro e põe seu pescoço em suas mãos e ele está com a lâmina. Então a menos que você tenha fé, “Não, ele é um bom homem, ele não vai cortar a minha garganta,” Como você pode então? Fé é o começo. Se você disser, “Não, eu não tenho fé em você,” então você não pode ser barbeado.


Discipulo: Às vezes um barbeiro parece que poderia cortar sua garganta.
Srila Prabhupada: Ele poderia fazer isto, mas você deve ter fé. De outra maneira, não faça a barba. Suponha que você esteja indo para um lugar desconhecido. Agora nós estamos comprando, pagando $2,000 por uma passagem, mas onde está a garantia que você irá até lá? Você está pagando dinheiro primeiro, mas não há garantia que você irá até lá. Como você recebe a passagem, e como você sobe no avião sem fé? Sem fé você não pode mover uma polegada. A fé deve estar lá.


Nós dizemos, ” Não esta passagem é emitida pela Pan Americana. Ela é uma boa empresa. Muitas pessoas estão indo por ela. Eu também irei.” Tudo isto é fé. Você nunca foi até lá e nem sabe se será possível ir até lá. Você tem que comprar a passagem. Se você diz, ” primeiramente deixe me ir até lá, depois eu pago,” Eles irão dizer, ” Saia fora! Primeiramente pague, depois você pode vir. “
Discipulo: Quando eu estava vindo pela primeira vez a este movimento, Srila Prabhupada, eu abri a Bhagavad-gita e disse, “Eu não entendo isto” Eu comecei a limpar o chão, lavar a louça, cortar os vegetais.


Srila Prabhupada: Sim, muito bom. Sevonmukhe hi jihvadau. Apenas por serviço. Você pode entender Deus apenas por serviço. Não há outra maneira, e a fé começa pela língua.
Nós não precisamos ficar intimidados por alguém dizer que fé é apenas para religiosos. Todos vivem neste mundo em fé; é apenas uma questão de saber onde a fé está localizada. O que mais podemos fazer, além de aceitar as verdades com fé? Nossa falta de fé , contudo, tende a originar-se da nossa falta de experiência. Por exemplo, nós podemos estar dispostos a dizer que nós temos fé nas escrituras, mas ao mesmo tempo nós podemos achar que as afirmações das escrituras descrevem extremamente condições de ideais que nós nunca obteremos. Isto mostra uma falta de fé em nós mesmos e nas afirmações das escrituras que declaram que nós podemos obter tais estados.


Nós também podemos ter falta de fé no poder da instituição para nos elevar, ou alguma outra falta de fé. Nossa fé pode geralmente ser medida. Ela não é ilimitada. A medida torna-se mais obvia para nós em qualquer momento que de alguma forma nossa fé seja testada
No evangélio, Jesus diz que aquele que tem fé pode mover montanhas. Algumas pessoas tentam provar sua lealdade apontando os supostos milagres em suas vidas – Deus respondendo às suas orações . Mas essa é uma aproximação a Deus fruitiva, como se nós estivéssemos pedindo à Deus para provar seu poder por algo que pode ser medido nesse mundo. Ao invés disso, os devotos almejam ter uma simples fé na existência de Krsna e no Seu amor por nós. Nós queremos a simples fé de que Krsna aceita nosso servico. A dimensão fiél deve ser nossa realidade , sem considerer nossa prosperidade material ou a falta dela. Nós sempre acreditamos que os desejos de Krsna estão sendo cumpridos na nossa vida.
Cultivando conhecimento
Uma forma óbvia de combater a dúvida e fortalecer a fé é cultivar conhecimento. Fé combinada com conhecimento pode nos levantar de um crente incerto para alguém fixo em suas convicções. Por expressar nossas dúvidas e então nos abrirmos para as escrituras e pessoas santificadas, nós podemos com frequência encontrar uma resposta satisfatória. Nós não temos que permitir que nossas dúvidas nos intimidem.
E também nós não devemos achar que nossa aceitação ou rejeição de certos pontos nas escrituras ou as validam ou as invalidam. Elas são verdadeiras no seu próprio mérito. Prabhupada disse , “ Você deve acreditar ou não acreditar; isto é uma coisa diferente.” Parte da fé é reconhecer nossa pequeneza na face da verdade.


Como Prabhupada afirmou, fé começa com a língua, cantando e comento prasadam. Fé não começa com a mente, como muitas pessoas devem pensar e nem mesmo com os olhos.
Simplesmente por engajar a língua no serviço à Krsna , nós podemos compreeder as verdades mais elevadas , porque desenvolver fé não é como desenvolver um músculo. Nós nos empenhamos para obter isto, mas em última estância, fé é um presente de Deus. Quando nós provamos nossa sinceridade, ela nos é dada , junto com o conhecimento spiritual.
Uma vez eu escrevi para Prabhupada que eu percebi que para entender o Bhagavad-gita eu precisava mais do que escolaridade. O conhecimento viria a mim mais por transferência mística, a menos que Krsna me abençoasse, eu não seria capaz de compreendê-lo.
Prabhupada respondeu, ” você é um devote sincero , então Krsna lhe dará inteligência para compreender o Bhagavad-gita.”


A fé vem da sinceridade
Mas não é apanas supramundano. Mesmo psicologicamente quando nós agimos em consciência de Krsna e recebemos bons resultados das nossas práticas, nós sentimos o florescer da fé, confiança e lealdade.
Experiência na consciência de Krsna inclui o gosto pela fé. Parece que a fé é geralmente testada tanto quando encaramos condições adversas – dor, perigo, coação, pesar—ou quando estamos tentados por Maya. Em tais momentos um devoto pode se encontrar pensando “ Krsna, por que você fez isso comigo?” Se encontrar com um espírito de aceitação que Krsna está agindo apenas para o nosso próprio benefício, significa que passamos no teste.


Entusiasmo e fé
A fé desenvolve-se num ambiente de entusiasmo. Sem entusiasmo nós nos sentimos desanimados. Mesmo a devoção fica baixa. Fé não é simplesmente a crença em Deus; é um interesse ativo de ouvir sobre Ele. Um devoto puro vai querer ouvir sobre krsna e servi-Lo infinitamente. Quanto mais entusiasmo nossa fé tem, mais forte ela se tornará. Nós não estamos interessados apenas em crença nominal, como se nossa fé fosse uma opinião pessoal com relevância para nossas vidas. Nós queremos fé ardente.
Portanto, nosso entusiasmo tem que ser baseado no amor e não nos resultados que recebemos dos nossos serviços. Se nós servimos e aparentemente falhamos de alguma maneira, nosso entusiasmo não deve se tornar enfraquecido. Para construir o entusiasmo, nós devemos nos associar com devotos que são entusiastas. Nós devemos nos colocar conscientemente em situações que vitalisem a nossa consciência de Krsna. A fé não deve ser algo que tivemos uma vez quando aceitamos a consciência de krsna e não tocamos mais desde então. Nós temos que ir ao seu núcleo.
Novamente nós podemos nos voltar a Prabhupada como um exemplo: Ele era tão lutador que quando saiu para pregar a consciência de Krsna, mas encontrou apenas resistência, ele se tornou mais consciente de krsna e mais determinado. Seu sucesso ou fracasso nunca abalaram sua fé. Ele viveu sempre na reciprocidade que ele recebia de Krsna , qualquer que fosse a reciprocidade. Nós podemos aprender a fazer o mesmo.
BTG – 2002


A teoria da chance pode melhor ser explicada na literature védica pelas palavras ajnata-sukrti, que se referem às atividades piedosas executadas sem o conhecimento do ator. Mas estas são também planejadas. Por exemplo, Krsna vem como um ser humano ordinário , Ele vem como um devoto como o Senhor Caitanya, ou Ele envia o seu representante , o mestre espiritual, ou devoto puro. Esta também é a atividade planejada da suprema personalidade de Deus. Eles vêem para educar ( misericórdia sem causa também tem uma causa, por exemplo, Krsna na verdade queria desfrutar do prazer que Radharani experimentou na sua presença portanto ele veio como um devoto adaptando o humor de Radharani. Esta foi a causa. Misericórdia sem causa significa obter a benção mais superior sem ser qualificado, e assim uma pessoa na energia ilusória do Senhor Supremo obtém a chance de se misturar com eles, conversar e ter lições. De uma maneira ou de outra, se uma alma condicionada se rende a tais personalidades e por associação íntima com eles tem a chance de se tornar consciente de Krsna, ele é salvo das condições materiais de vida. [Srimad-Bhagavatam 4.21.27, purport]


Kali-yuga é certamente uma era destituída de fortuna. Mas, seguindo os passos do Senhor Nityananda e dos seus predecessores espirituais imediatos, Srila Prabhupada carregou a tocha da fortuna para este lugar escuro. Srila Prabhupada não foi um guru teórico que simplesmente fez o seu bhajana e esperou as poucas almas raras desse mundo se aproximarem dele. Ao invés, foi a personificação do verso trnad api sunicena taror api sahisnuna/ amanina manadena kirtaniyah sada harih(Siksastaka 3), ele compassivamente saiu para dispensar a fortuna por cativar o mundo, permitindo pessoas desqualificadas a se relacionarem inicialmente com ele, conversarem com ele, e aprenderem lições com ele. Isto realmente provou ser a fórmula para a versão do Senhor Caitanya de que Seus Santos Nomes seriam cantados em toda cidade e vila do globo.Srila Prabhupada pediu aos seus seguidores que similarmente saiam e façam os outros afortunados. Há muitas pessoas afortunadas em todo o mundo, e muitas pessoas desafortunadas também. Assim, aqueles que são afortunados , eles estão levando para essa consciência de Krsna, essa vida ideal, vida esperançosa, vida prazerosa, vida bem aventurada, vida de conhecimento. Eles estão levando para isto. Mas é dever do vaisnava ir de porta em porta para fazê-los afortunados. Embora eles sejam desafortunados, mas você tem que ir de porta em porta para fazê-los afortunados. Este é o seu dever. [Srimad-Bhagavatam lecture in New York, 21 July 1971]


Suponha que um homem acidentalmente entra em contato com nossa sociedade e faz algum serviço de boa vontade ou de má vontade, este é o começo da sua vida afortunada. Nós vamos de porta em porta pregando para as pessoas se juntarem ao movimento para a consciência de Krsna , isto significa que nós estamos tentando faze-las afortunadas.
[carta para Tosana Krsna, 13 November 13, 1968]






Postado por Jaya Advaita Das no blog: 


Vaishnava Vedanta Yoga